quarta-feira, 4 de agosto de 2021

Clayton Noleto explica proposta de Dino em recuperar BR’s


O secretário de Infraestrutura do Maranhão, Clayton Noleto, em entrevista nesta quarta-feira (04), ao radialista Jorge Aragão, ao Ponto Final, na Mirante AM, esclareceu a situação envolvendo o Governo do Maranhão e o Governo Federal, sobre a ajuda oferecida pelo governador Flávio Dino ao executivo nacional para o reparo de BR’s que cortam o estado do Maranhão. Clique e ouça a entrevista na íntegra.


Clayton afirma que dialoga frequentemente com o governo federal, em especial com o ministro Tarcísio Gomes de Freitas, da pasta de Infraestrutura.


“Nós temos conversado constantemente com o governo federal. Eu tenho uma boa relação com o ministro Tarcísio da Infraestrutura, também com o superintendente do DNIT aqui do Maranhão. E várias vezes nós temos alertado quanto a essa preocupação”, afirmou.

Noleto explica que apesar das BR’s serem de competência do governo federal, elas estão em território maranhense, por isso a preocupação do executivo estadual.


“É sempre bom lembrar que as vicinais, que são as estradas que ficam dentro do município, ruas e avenidas são de responsabilidade da prefeitura. As rodovias MA’s, no caso do Maranhão que são portanto estaduais, são de responsabilidade do governo do Maranhão e as BR’s, rodovias federais, são de reponsabilidade do governo federal. No entanto essas estradas cortam o território maranhense e são importantíssimas para o desenvolvimento do nosso estado e nós temos acompanhado a situação dessas rodovias, assim como temos acompanhado as rodovias estaduais também”, explicou.

O secretário disse que o DNIT, órgão responsável por executar essas obras nas rodovias federais ainda está elaborando um projeto, mas Noleto ressalta que as rodovias precisam de uma intervenção concreta.


“No caso das rodovias federais, o que tem gerado uma preocupação muito grande da nossa parte, da nossa equipe técnica é o nível de degradação a que vem sendo submetidas essas estradas. Nós não temos tido essa manutenção que era um histórico do DNIT. E o DNIT tem nos explicado que isso ocorre em razão da ausência de orçamento e financeiro, recurso para fazer esses investimentos. Quando eu conversei com o próprio ministro ele me disse: – Olha! Nós estamos trabalhando nos projetos, porque realmente há trechos rodoviários que necessitam de restauração que precisam ser refeitos E eu cheguei a dizer para ele que o projeto nesse momento é suficiente, nós precisamos de uma intervenção concreta, efetiva, uma ação na estrada, nem que seja um paliativo”, disse o secretário.


Nesse sentido, Clayton Noleto, esclarece que a oferta de ajuda do governo do estado, tem o intuito de evitar problemas maiores nessas rodovias federais que cortam o estado, uma vez que o projeto apresentado ainda necessita de orçamento.


“Quando nós recebemos esse documento do DNIT, que é de 23 de Julho, ele nos informou que tem algumas ações previstas, mas a maioria se refere ainda a elaboração de projetos. Então isso acendeu uma luz amarela e ainda diz aqui: – Ressaltamos que as informações acima ainda carecem de disponibilidade orçamentária para a sua efetiva implementação. Quando o governador Flávio Dino viu isso, e nós informamos também o seguinte, se começar a chover com o tráfego intenso que nós temos e não tiver um trabalho preventivo, pelo menos paliativo, corre o risco de cortar. Aí o governador com o censo de responsabilidade que tem e nós também, resolvemos reiterar a oferta de ajuda. Em que sentido? No sentido da gente fazer um mutirão. Vamos ver aqui no que o estado pode ajudar. Pode entrar com máquina? Fazer uma delegação? Atacar pelo menos os pontos críticos? Nós precisamos a autorização do governo federal, eles precisam fazer uma delegação para que a gente possa atuar. Nós não podemos pegar recurso do tesouro estadual e investir em uma rodovia federal, porque não é legalmente permitido”, esclareceu Clayton Noleto.


Clayton Noleto ainda abordou outras obras do Governo do Maranhão e confirmou que será candidato a Câmara Federal pelo PCdoB.

Nenhum comentário:

Postar um comentário